Movimentação de carga exige planejamento de segurança adequado ao canteiro de obras 

A indústria da construção civil procura sempre implantar a racionalização do trabalho seguindo o modelo taylorista, garantindo maior produtividade com menor tempo gasto e obtendo maior controle sobre todo o processo construtivo. A adoção de elementos pré-fabricados e padronização de operações são algumas das medidas mais utilizadas no processo de racionalização, assim como a adoção de equipamentos que avançam constantemente em termos de tecnologia. Com essas mudanças, o canteiro de obras vem ganhando novas configurações que passam a exigir medidas de segurança adequadas e que contribuam para a racionalização da construção.    

Tais medidas de segurança devem permear principalmente os equipamentos utilizados em movimentação de cargas, pois há riscos envolvidos. Grua e empilhadeira possuem algumas referências de segurança na Norma Regulamentadora (NR) nº 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e na NR nº 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais, respectivamente; o guindaste articulado hidráulico, por sua vez, tem requisitos estabelecidos pela ABNT NBR 14768:2015, enquanto guindaste, minicarregadeira e manipulador telescópico são equipamentos sem normas específicas. Por isso, é importante que gestores de frotas conheçam normas estrangeiras, como as usadas na Europa, mais detalhadas em relação aos equipamentos de movimentação de cargas citados. 

O canteiro de obras também desempenha papel muito importante no planejamento de segurança. Alguns especialistas no assunto já explicaram a necessidade de integrar a prevenção de riscos com o arranjo físico dos canteiros e propuseram modelos para aumento de produtividade e segurança por meio de medidas práticas, como definição de zonas seguras adequadas ao redor dos espaços da construção e implantação de instalações temporárias de apoio à segurança. Um recente estudo também concluiu que inspeções de recebimento dos equipamentos no canteiro devem ser realizadas sempre, sendo necessária uma ênfase das construtoras nos próprios sistemas de gestão para o acompanhamento de recebimento e montagem dos equipamentos de transporte de materiais, uma vez que a maior parte dos riscos está concentrada em tais fases.   

O estudo completo, Segurança do Trabalho na Movimentação de Cargas em Canteiros de Obras, é de autoria de Aydil de Jesus Franco, com orientação de Ricardo Fernandes Carvalho, e foi aprovado como dissertação de mestrado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).    

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