Recente estudo da consultoria Urban Systems, divulgado pela revista Exame, relacionou as melhores cidades brasileiras em termos de infraestrutura e desenvolvimento urbano. E a vencedora foi a cidade paulista de Vinhedo, localizada na região de Campinas, que se destacou entre 348 cidades com população entre 50 mil e 100 mil habitantes. O estudo levou em consideração quesitos como percentual de pavimentação asfáltica, índice de atendimento urbano de água, residência com energia elétrica, domicílios com acesso a internet, entre outros. O mesmo levantamento coloca Vinhedo como a 12ª do país em capital humano e 17ª em desenvolvimento social.
Foto: Prefeitura de Vinhedo

Uma das explicações para o bom posicionamento da cidade paulista no ranking de infraestrutura é o predomínio de indústrias no município. Atualmente, cerca de 40% do PIB vinhedense e metade dos empregos vêm da atividade industrial, quando a média paulista fica em 20%. O PIB per capita anual dos vinhedenses beira a casa dos R$ 100 mil, cerca de quatro vezes a média nacional. As empresas que se estabelecem em cidades de médio porte como Vinhedo geram mais empregos e novas oportunidades. Demandam também a necessidade de moradias e mais infraestrutura como hospitais, escolas e segurança.
Outra constatação decorrente da pesquisa é o fato de que cidades como Vinhedo e outras que ficam ao redor de grandes centros urbanos como Campinas e São Paulo, passaram a ser consideradas não apenas como cidades de lazer de final e semana ou de “cidades dormitórios”, mas como ideais para fixar residência. Como isso, acabam atraindo mão de obra qualificada, com alto poder aquisitivo e que contribui, e muito, para o aumento da arrecadação e do crescimento das cidades. Aliás, o desenvolvimento é benéfico, mas exige inteligência e rapidez administrativa dos gestores públicos para atrair novos investimentos, uma vez que a disputa por novas empresas e mais empregos é grande entre os municípios vizinhos. Além de Vinhedo, aparecem nas primeiras colocações do estudo as cidades de: São Gonçalo do Amarante (RN), Lucas do Rio Verde (MT), Pato Branco (PR) e Francisco Beltrão (PR).