Estratégia sustentável aprimora abastecimento urbano de água

Algumas formas pelas quais os recursos hídricos são gerenciados degradam os mananciais e comprometem a qualidade de vida das populações, gerando risco de escassez, inclusive onde a água é abundante. O conjunto de valores e ideias trazido pelo conceito de sustentabilidade aponta para caminhos orgânicos e de integração. Sendo assim, o setor de saneamento tem função de promover a melhoria da qualidade de vida da população ao utilizar os recursos naturais de maneira sustentável e eficiente do ponto de vista econômico.  

Outro fator que aumenta a preocupação com o saneamento básico é o elevado e crescente nível de urbanização, sendo que muitos aglomerados urbanos se desenvolvem com pouco ou nenhum planejamento. Para superar o quadro desordenado e complexo, vários especialistas recomendam o uso de indicadores ambientais urbanos – conforme preconizado, por exemplo, no capítulo 40 da Agenda 21, um dos principais resultados da conferência Rio-92. Um dos mais conhecidos indicadores é baseado na avaliação do ciclo de vida; no caso dos sistemas urbanos de água, a linha mestra do ciclo de vida começa com a retirada da água dos mananciais, passando pela potabilização, distribuição e uso da água, posteriormente pelo transporte e tratamento de esgotos, terminando com a descarga das águas pluviais e esgotos tratados e a incineração ou disposição do lodo em aterros sanitários ou seu uso na agricultura. Essa avaliação do ciclo de vida deve considerar também sistemas de reuso de esgoto e água, no sentido de alcançar a desejada sustentabilidade ambiental.   

O gerenciamento racional da água – por meio da avaliação do ciclo de vida em conjunto com outras estratégias, como a predição de impactos ambientais de determinado sistema de saneamento, por exemplo – tem grande impacto na economia, entre eles, retardamento da necessidade de investimentos para a ampliação da captação e tratamento de água para abastecimento e a possibilidade de ganhos com a venda de efluentes tratados para diversos fins menos nobres. Assim, as águas de qualidade inferior, tais como esgotos de origem doméstica, águas de drenagem agrícola e águas salobras, devem, sempre que possível, ser consideradas como fontes alternativas para fins menos restritivos. O uso de tecnologias apropriadas para o desenvolvimento dessas fontes, se constitui hoje, em conjunção com a melhoria da eficiência do uso e controle da demanda, na estratégia básica para a solução do problema de falta universal de água.  

As considerações acima foram extraídas da dissertação de mestrado Sustentabilidade do Abastecimento e da Qualidade da Água Potável Urbana, aprovada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fio-Cruz). A autoria é de Tatsuo Shubo, com orientação de Aldo Ferreira e Odir Roque.  

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