Avalição das práticas ambientais em incubadoras de universidades

As incubadoras abrigam empresas ou empreendimentos por um período chamado de incubação, imprescindível para o negócio obter maturidade para inclusão no mercado. Após esse período, ocorre o processo de graduação, ou seja, o desligamento gradual do negócio da incubadora.

Entre os dois tipos de incubadoras (tradicional e de base tecnológica), a principal diferença está relacionada ao público atendido, ou seja, o foco da incubadora social é a geração de trabalho e renda para pessoas excluídas do mercado, a partir da formação de associações e cooperativas; e, as incubadoras de base tecnológica buscam interagir na implementação de empresas iniciantes, como também atuam de forma contínua, e transbordam para a sociedade o conhecimento que é gerado nos âmbitos acadêmico, governamental e empresarial.

Assim, as incubadoras nascem como um espaço de aperfeiçoamento e apoio aos empreendimentos iniciantes, também podem fornecer subsídios e serviços para auxiliar o desenvolvimento das atividades produtivas e a preparação do negócio para o mercado. Portanto, elas trabalham com o desenvolvimento de ações e políticas transformadoras de inovação e empreendedorismo entre universidade e comunidade local, por meio de ensino, pesquisa e extensão.

Outro ponto fundamental para as incubadoras também tem sido as práticas ambientais. A sociedade tem cobrado das empresas uma prestação de contas, para identificar aquelas que geram prejuízos ou que não acrescentam nenhum valor à qualidade de vida da comunidade onde estão inseridas. Nesse sentido, já não basta ter apenas produtos ou serviços de qualidade. Atualmente, uma das chaves para o sucesso das empresas passa pelas boas práticas ambientais e sociais.

Desse modo, a Incubadora de Empreendimentos Socioeconômicos, Solidários e Sustentáveis do Vale do Arinos (IESA), da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e a Tecnovates/Inovates, pertencente à Universidade do Vale do Taquari (Univates) fomentam práticas ambientais que buscam aprimorar a qualidade de vida da população, com a geração de trabalho e renda. A IESA atua para a economia solidária, com ênfase no cooperativismo e no trabalho coletivo. Para tanto, desenvolveu atividades de gestão dos empreendimentos, aplicação na área de recursos humanos e controle financeiro.

A Inovates se reconheceu como incubadora de base tecnológica, preocupada com a ampliação de negócios inovadores, no que diz respeito ao impacto social, o que resultou positivo, no quesito desenvolvimento sustentável e social, em específico o relacionado a alimentos, ambiente, energias renováveis e área da saúde.

As incubadoras buscam sistematizar, na rotina de trabalho, as práticas ambientais, tanto da Inovates, por meio do atendimento das normas e diretrizes internas relacionadas à Univates, quanto na IESA, por meio de busca por metodologias que possam auxiliar no dia a dia, respeitando as características de cada ambiente, nas aldeias indígenas e piscicultores.

As informações acima foram extraídas da dissertação de mestrado Incubadoras e Empreendimentos Incubados: Avaliação de Práticas Ambientais, defendida por Sandra Mara dos Santos, no Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Desenvolvimento, da Universidade do Vale do Taquari – Univates, sob orientação da professora Simone Stülp.

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