As expectativas dos empresários que atuam no segmento de máquinas para construção e obras de infraestrutura são animadoras em relação a 2013. A entrada em vigor do crédito para máquinas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), a desvalorização cambial e a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) são fatores que animam o mercado e a estimativa é de um crescimento de 13% nas vendas de máquinas no ano que vem, bem diferente do declínio de 19% registrado neste ano.
Crédito: Revista M&T

O otimismo do mercado também é reforçado pelos resultados de um estudo da Sobratema, segundo o qual, os investimentos públicos e privados em infraestrutura cresceram 73,5% entre 2007 e 2011, com estimativa de avanço de mais 17,6% agora em 2012. A tendência é de os investimentos deverão se manter elevados ainda nos próximos cinco anos em virtude das diversas obras programadas.
Acrescente-se a esse cenário, a informação de que o governo tem adotado o modelo de concessões e parcerias público privadas em alguns projetos anunciados. Inicialmente com a concessão de três aeroportos, em meados do ano, e agora mais recentemente com um pacote de R$ 133 milhões para concessões em nove trechos de rodovias e 12 de ferrovias. A projeção é que, dentro de quatro anos, apenas a atual malha ferroviária de cargas passe de 28,6 mil km para 40 mil km.
Junto com o anúncio do modelo de concessões, o governo também sinalizou uma melhor definição nos trâmites das licitações para evitar protelações no andamento das obras. As primeiras audiências públicas, por exemplo, foram de trechos das BR 116 e 040, que já aconteceram em outubro. O edital deve sair até o fim do ano, para que a licitação seja feita em janeiro e a assinatura dos contratos ocorra já em março. O que ajudaria a melhorar o processo de obras para infraestrutura seria um planejamento mais integrado das ações entre governo e o setor privado.